O Nordeste brasileiro entrou oficialmente na zona de monitoramento crítico nesta semana. A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 61% a probabilidade de o fenômeno El Niño se estabelecer já no trimestre entre maio e julho. Para a região, isso representa um sinal de alerta máximo para a chegada de uma seca severa e prolongada.
A atualização surpreendeu especialistas pela velocidade da mudança. Em março, a chance de o fenômeno ocorrer nesse mesmo período era inferior a 50%. Agora, com o aquecimento acelerado das águas do Oceano Pacífico, o cenário de estiagem para o Norte e Nordeste ganha contornos muito mais reais e próximos.
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O impacto direto no Sertão e Agreste
Diferente do que ocorre no Sul do país, onde o fenômeno traz tempestades, no Nordeste o El Niño atua bloqueando frentes frias e alterando a circulação de ventos, o que impede a formação de nuvens de chuva.
Abastecimento de água: A principal preocupação recai sobre o nível dos reservatórios e açudes, que podem sofrer baixas críticas se o período de chuvas for interrompido precocemente.
Agricultura: O setor agropecuário regional enfrenta riscos de perda de safra e redução de pastagem, impactando diretamente a economia local.
Temperaturas: Além da falta de chuva, o fenômeno costuma elevar as temperaturas médias, intensificando a sensação de calor na região.
O que dizem os cientistas?
A antecipação da previsão ocorre porque os sinais vindos do oceano ficaram "barulhentos" demais para serem ignorados. As temperaturas subsuperficiais no Pacífico Equatorial já estão acima da média há cinco meses consecutivos.
FONTE/CRÉDITOS: Sertão in foco

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