O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro e em um eventual segundo turno para a Presidência da República. É o que mostra a Pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10). Essa é a primeira pesquisa da consultoria após a revelação dos diálogos entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, assim como das medidas do governo Trump sobre o Brasil, com chance de novos tarifaços.
No primeiro turno, Lula aparece à frente com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%. Na pesquisa anterior, quando a pesquisa apresentava 10 pré-candidatos, Lula tinha 39% e Flávio 33%. Dessa vez, a Quaest incluiu os nomes de Aécio Neves (PSDB) e de Joaquim Barbosa (Democracia Cristã) entre os pré-candidatos.
Também aparecem na pesquisa de primeiro turno Renan Santos (Missão) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), com 3% cada. O deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) têm 2% das intenções de voto cada.
A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Principais cenários de segundo turno
Em quatro cenários de segundo turno, Lula concorre com Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Renan Santos. Contra Flávio, Lula tem 44% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 38%. Na pesquisa anterior, em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%.
Contra Caiado, Lula tem 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador tem 44% das intenções.
Contra Zema, 45% indicaram votas em Lula, com 35% afirmando intenção de voto em Zema.
Contra Renan Santos, Lula tem 45% das intenções de voto. Já o fundados do MBL tem 31%.
Aprovação do governo
Para 48% dos entrevistados, Lula está desaprovado, enquanto 47% aprovam o mandato do presidente. No limite da margem de erro, a pesquisa apresenta um empate técnico nos números. Na pesquisa anterior, os índices mostravam que 49% desaprovavam o governo, com 52% em abril e 51% em março. Em relação à aprovação, o índice estava em 46% em maio.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados se eles conheciam medidas anunciadas pelo governo. Sobre a redução no preço dos combustíveis, 53% afirmaram que conhecem a medida e a avaliam positivamente. Sobre o fim da “taxa das blusinhas”, 45% aprovam. Em relação ao programa Brasil contra o Crime Organizado, 50% afirmaram que não conhecem a medida.

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